Primeiro senso é a fuga.
- Bom, na verdade é o medo... Daí então a fuga...
Evoca-se na sombra uma inquietude
Uma alteridade disfarçada
Inquilina de todos os nossos riscos
A juventude plena e sem planos, se esvai
O parto ocorre...
Parto-me...
Parto-me...
Parto-me...
Parto-me...
Aborto certa convicções
À bordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus com muito mais cuidado
Muito mais atenção
E a tensão que parecia nunca não passar
O ser vil que passou para servir
Para dicenir
Harmonizar o tom
Movimenta o som
Toda terra que devo doar
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Nunca deixar de ouvir...
Com outros olhos...
Com outros olhos...
Com outros olhos...
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